Dirija que nem uma mulher! Estatísticas mostram que elas são mais seguras no trânsito

Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher mostramos a força feminina no transporte coletivo e sua importante contribuição para um trânsito melhor.

Estatísticas indicam que elas dirigem melhor. Você sabia que ainda é comum ouvir que mulher e direção não combinam? Muita gente acredita que as mulheres são menos aptas a dirigir do que os homens. Mas além de um pensamento retrógrado é desinformado.

Apenas 7% dos envolvidos em acidentes graves são mulheres. E dentre todas as indenizações pagas para condutores pela seguradora do DPVAT, em todo o território brasileiro, apenas 7% foram destinadas para elas, enquanto 93% para homens. É quase incomparável.

Para Silvia Lisboa, coordenadora do Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, os homens são estimulados a ser mais agressivos e competitivos, enquanto as mulheres têm um senso mais empático e cuidadoso, e isso reflete no comportamento de ambos ao volante.

Vale lembrar: não há questões biológicas que apontem qual gênero tem um desempenho melhor na direção. Mas o fato é que, mesmo não sendo incentivadas a “brincar de carrinho” desde criança, as mulheres estão ocupando – com segurança – um universo majoritariamente masculino.

Por isso, temos muito orgulho em mostrar que esse aspecto vem mudando. Conversamos com nossa motorista Marcela para saber sobre sua carreira como condutora de transporte coletivo, o carinho que todos seus passageiros têm pelo seu trabalho e sua opinião sobre o preconceito com a mulher no trânsito brasileiro. Marcela é motorista a 5 anos e já trabalhou em diversas linhas na cidade.

"Valparaíso, Sargento Boening, Rio de Janeiro, Meio da Serra, Espírito Santo, dentre outras. Hoje estou na linha do Capitão Paladini. Comecei como cobradora em 2015 e me formei na Escola de Formação de Motoristas", comentou.

Um levantamento do Ministério das Cidades mostra que o número de mulheres habilitadas no Brasil foi de 33,8% para 34,4% em dois anos. Um aumento leve, porém considerável e, ainda assim, o índice de acidentes fatais com homens, por exemplo, cresceu ainda mais: foi de 77% em para 81,5% no mesmo período. Marcela também afirmou que o número de motoristas mulheres aumentou recentemente. "No Rio de Janeiro essa realidade é maior, mas em Petrópolis também vem crescendo a quantidade de mulheres dirigindo ônibus". 

Existe ainda um grande preconceito com as profissionais que atuam no transporte, não apenas no coletivo, mas em todos os modais. É basicamente uma questão cultural, que, inclusive, explica por que os homens costumam se envolver em mais acidentes graves. Aí você pode se perguntar: mas o fato de os homens se envolverem mais em acidentes não seria por que existem muito mais condutores do sexo masculino do que feminino? Não necessariamente. Em todo o mundo já foram realizadas pesquisas com o mesmo número de condutores homens e mulheres, inclusive estudos psicológicos, e o resultado foi o mesmo. O que leva à conclusão de que trata-se de uma característica comportamental do gênero. 

Marcela nos contou que já presenciou situações preconceituosas com colegas de trabalho, mas que com ela, nunca aconteceu.

"Comigo nunca aconteceu, mas já soube de colegas que passaram por isso. Acho que hoje em dia essa visão já está melhorando e vejo como outras mulheres também estão tomando coragem e indo em busca de seus sonhos", comentou.

De acordo com o Infosiga, que recebe e apura dados baseados nos boletins e registros da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal, as mulheres se envolvem menos em acidentes graves de trânsito: 6,4% dos condutores envolvidos nesse tipo de acidente foram do sexo feminino, contra 93,1% do sexo masculino. Segundo o mesmo sistema, em 94% dos acidentes fatais a principal causa é a falha humana. Ou seja, o comportamento do motorista é fator crucial no trânsito, seja homem ou mulher.

"Muitos me elogiam pela maneira como eu dirijo o ônibus, sou muito grata por isso. Até crianças ficam aninadas em viajar comigo e eu acho que é porque nós mulheres temos um cuidado especial em transportar pessoas".

Por fim, Marela deixou um recado a todas que almejam ser motoristas um dia:

"Acreditar. Perder o medo e ver que é possível se você desejar de coração. Uma parente me perguntou esses dias se ela conseguiria se tornar motorista de ônibus, e falei que sim. Todos somos capazes se for com devoção. Acredite nos seus sonhos e tenha força de vontade para conquistá-los."






 

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