A insustentabilidade financeira e ambiental dos sistemas de transporte público foi catalisada pela Covid-19, e o debate hoje é urgente, pois as grandes cidades brasileiras correm o risco de entrar em colapso.

A maior parte dos centros urbanos da América Latina tem nos ônibus seu principal meio de transporte coletivo e a discussão sobre a sustentabilidade dos sistemas por ônibus se tornou agenda emergencial, especialmente no nível subnacional, no qual se dá a implementação.

Desde o início da pandemia, a falta de informações conclusivas e de fontes de pesquisas seguras trouxe medo para os usuários do transporte coletivo. Novos estudos e novas evidências começam a desmistificar a ideia de que ônibus são um local de contágio maior do que outros ambientes.

Nesta quarta-feira (16), foi divulgado o estudo "Análise da Evolução das Viagens de Passageiros por Ônibus e dos Casos Confirmados da Covid-19”, realizado pela NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos).

A quarentena foi abandonada por muitos brasileiros a partir do final de agosto. Disparou, desde então, o número de pessoas que voltaram a frequentar lugares que estavam sendo evitados por conta da necessidade de distanciamento social, especialmente parques, praias e outros locais de lazer.

Um desses monitoramentos vem sendo feito pelo Google em 135 países.

Atingido em cheio pelos efeitos do coronavírus, o ônibus coletivo urbano não sobreviverá no pós-pandemia se for mantido o modelo atual, onde os custos são pagos unicamente pelas receitas tarifárias.

Isso porque a medida sanitária de manter maior número de veículos nas ruas com a drástica redução de passageiros cria uma conta que não fecha e exige mais que medidas paliativas.

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