Petróleo valorizou 45% em 2021; diesel subiu 12 vezes

Principal alvo dos protestos dos caminhoneiros, a política de preços da Petrobras é baseada no repasse de reajustes dos preços internacionais do barril de petróleo e a variação cambial do dólar frente ao real.

Em tempos de dólar acima de R$ 5, os brasileiros estão sentindo na pele a valorização do preço do barril de petróleo Brent, que é a baliza de preços para o óleo consumido pelas economias internacionais.

O Brent iniciou o ano em baixa, sendo cotado próximo a 50 dólares por barril, ainda sob o reflexo da queda da demanda de uma economia mundial combalida pela pandemia.

Mas, na medida em que a recuperação das cadeias de consumo globais aconteceram, com o avanço da vacinação na Europa, Estados Unidos e China, a demanda por óleo aumentou, assim como o preço.

Isso fez com que a cotação saltasse de US$ 51,09 no início de janeiro para US$ 75,55 no dia 9 de julho, véspera do último aumento anunciado pela Petrobras para o preço do diesel nas refinarias.

Essas variações foram estopim para reajustes de preços nas refinarias.

Segundo acompanhamento da Setcemg, já tivemos 12 aumentos de preço do diesel, uma manutenção de preço e três quedas.

Esse último aumento nas refinarias vem chegando aos poucos nos postos de combustíveis do Ceará. Na última semana, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do diesel era de R$ 4,827, com valor mínimo de R$ 4,540 e a máxima a R$ 5,020.

Nas últimas quatro semanas, o preço segue em escalada. Segundo a ANP, no início de julho, os motoristas encontraram o litro do óleo custando média de R$ 4,670. A partir do último reajuste da Petrobras, em 9 de julho, o patamar de preços subiu e, na pesquisa realizada entre 11 e 17 de julho, o preço médio passou a ser de R$ 4,778.

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